
domingo, 31 de outubro de 2010
Memórias e Saudades

sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Ao som da Cotovia
As paredes já estão de pé, não existem móveis, mas não é algo difícil de confeccionar.
A cotovia cantou e fez ressoar o seu som barroco.
A porta emite um som belo, como se houvessem corpos se chocando contra a mesma.
O céu estava nublado, chovia, a noite caiu, mas a penumbra acalentou-me.
A casa se iluminou, o chão vibrou, a parede se aqueceu e tudo estava consumando-se.
A cotovia murmurou ao longe, como se não quisesse que a escutassem.
Mas que belo som emite esse pássaro, como seria agradável poder cantar tão bem como ele!
O tempo não parava, era hora de apagar a luz da casa e sentir o ar úmido de chuva que se encontrava no seu exterior. Era hora de trancar em mente tudo o que havia se manifestado naqueles cômodos e partir.
O ar estava frio, mas o calor que vinha do âmago de meu corpo e mente soube aquecer-me.
Quando o frio vem, memórias me vêm à cabeça e sinto que não estou só.
Mas, sei que a cotovia tem muito mais a cantar, sei que a casa tem muito mais a decorar, as portas muito mais a ranger, e o chão muito mais a tremer.
Alef Caetano - 02/03/2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Eterna espera
